Enquanto muita gente organizava fantasia e glitter, aqui em casa o plano era outro. Nada de multidão, nada de pressa. A caixa do Lego Harry Potter Ícones de Hogwarts Edwiges 76391 já estava esperando sobre a mesa, quase como um convite silencioso para um carnaval vivido de outro jeito.
A ideia era simples, mas cheia de intenção. Começar na sexta feira, abrir com calma, dividir tarefas e deixar que o feriado fosse acontecendo naturalmente. E assim foi. A primeira embalagem aberta trouxe aquela mistura de empolgação e respeito por um projeto grande, detalhado, que exigiria tempo. E, de certa forma, era exatamente isso que queríamos viver. Tempo junto.
O trocadilho veio fácil. Se o carnaval tem seus bloquinhos espalhados pela cidade, o nosso estava ali, organizado sobre a mesa. Bloquinho a bloquinho, saco por saco, a Edwiges começava a ganhar forma.
Cada etapa parecia um mini desfile particular. Um amigo organizava as peças claras, outro já se concentrava na base com os livros, alguém lia o manual em voz alta enquanto outro encaixava com cuidado. E, entre um encaixe e outro, surgiam piadas, histórias antigas e comentários sobre o universo de Harry Potter que atravessaram gerações. Não era só sobre montar. Era sobre compartilhar.
No sábado, a montagem avançou bastante. Mas, ao mesmo tempo, ninguém queria transformar aquilo em uma corrida. Então saímos para jantar. Escolhemos uma pizzaria quase por impulso, rimos alto, comentamos o quanto a coruja já estava imponente mesmo incompleta. Voltamos para casa ainda animados e, naturalmente, sentamos novamente ao redor da mesa.
No domingo, o sol apareceu forte. A piscina chamou e nós atendemos. Entre mergulhos e conversas despreocupadas, alguém comentou que a Edwiges parecia estar esperando a gente terminar o que começamos. E era verdade. Depois da tarde ao ar livre, voltamos para dentro, ainda com cheiro de protetor solar, e retomamos a montagem exatamente de onde paramos. Essa pausa entre lazer e construção deixou tudo mais leve. A montagem não era obrigação. Era encontro.
Conforme as asas começaram a se abrir, a sala parecia ganhar outro clima. A estrutura branca exigia atenção, cuidado e trabalho em equipe. Não dava para fazer de qualquer jeito. Era preciso olhar duas vezes, conferir encaixes, ajustar detalhes. E talvez por isso tenha sido tão simbólico montar essa peça específica. A Edwiges representa mensagem, ligação, presença.
E ali estávamos nós, conectados, sem distrações exageradas, vivendo um carnaval que não precisava de rua para ser intenso. Cada livro na base, cada detalhe dourado, cada pequena peça posicionada no lugar certo carregava também as risadas da noite anterior, as conversas na beira da piscina, as histórias compartilhadas entre amigos que chegaram só para ajudar e acabaram ficando até mais tarde.
Na segunda feira já era possível enxergar a forma quase completa. A sensação era curiosa. Orgulho pelo que já estava pronto, mas também uma vontade de prolongar o processo. Porque montar juntos virou o centro do feriado, mesmo quando estávamos fazendo outras coisas.
Mais amigos passaram por casa. Alguns ajudaram a encaixar partes finais das asas. Outros apenas observaram, admirando o tamanho e a imponência da peça. E todos, sem exceção, comentaram como aquele carnaval estava diferente. Diferente no ritmo, diferente na proposta, mas intenso do mesmo jeito.
A terça feira chegou quase silenciosa. A mesa já estava organizada, as peças finais separadas. Quando a última parte foi encaixada, houve um pequeno instante de pausa. Não foi euforia exagerada. Foi satisfação. Ali estava ela. A Edwiges, com asas abertas, firme sobre os livros que remetem a Hogwarts.
Imponente, detalhada e carregando algo que nenhuma caixa descreve. Memória. Porque, no fim, não foi apenas a montagem de um conjunto de 3010 peças. Foi um carnaval vivido dentro de casa, dividido entre amigos, intercalado com pizza, piscina, conversas longas e risadas espontâneas. Um feriado que mostrou que, às vezes, os melhores bloquinhos são aqueles que cabem na mesa da sala.
Descobri cedo que montar vai muito além de seguir instruções. Em 1988, quando ganhei meu primeiro LEGO, aquilo virou mais do que um brinquedo, virou um jeito de imaginar, criar e contar histórias. Era uma época sem internet, onde tudo acontecia na mesa, no chão e principalmente na imaginação. Com o passar dos anos, a vida mudou e essa paixão ficou um pouco de lado, mas nunca desapareceu de verdade.
Hoje, o Montando Histórias nasceu justamente para resgatar esse sentimento, trazendo novidades, curiosidades e momentos reais de montagem, muitos deles vividos ao lado dos meus filhos. Meu nome é Marcos e aqui eu compartilho esse universo que continua crescendo, peça por peça. Publico conteúdos novos toda semana, mostrando que montar não é só um hobby, é uma forma de viver boas histórias.
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